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Primeira perna de alta de VALE3 em 2025, o que tem a nos dizer?

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Olá investidor(a),

Hoje iremos lançar alguma luz ao primeiro movimento de alta de VALE3 no ano de 2025.

A perspectiva adotada aqui, além da que a análise técnica nos oferece, também trataremos do cenário macroeconômico mundial, e fatores fundamentalistas que irão nos ajudar a compreender melhor o que pode estar por trás do movimento, e, principalmente, qual é a sustentabilidade dele no curto e médio prazo.

Iniciando pelo gráfico, podemos perceber que VALE3, desde 2021 vem andando em uma grande lateralização, com tendências curtas de alta, baixa e também movimentos laterais menores, dentro de uma lateralização maior.

O papel apresentou uma recuperação fenomenal, para dizer o mínimo, comparado ao mercado como um todo, no pós COVID-19. Acompanhando a forte recuperação da economia Chinesa, na época. Porém, em meados de 2021 a ação perdeu a tendência e passou a “navegar” dentro de um range que vai de R$ 48,00 até próximo de R$ 82,00.

Desde o início de 2023, onde ela atingiu sua máxima histórica, ela entrou em uma forte tendência de baixa, posteriormente passando por uma lateralização, então iniciando uma rápida perna de alta que atingiu sua máxima no final de 2023, e novamente declinou, passando por pequenos movimentos indefinidos de lateralização, e por último, entrou em uma tendência de baixa novamente, chegando próximo da mínima dos últimos 4 anos.

Porém, no início deste ano de 2025 ela passou a ensaiar um movimento de alta, ainda que bastante irregular e sem grandes demonstrações de força para que o movimento seja sustentável, como o gráfico nos diz.

Como podemos perceber no gráfico, há algumas linhas traçadas.

Iniciando pelo suporte 3, podemos ver que um volume anormalmente grande (220 milhões) ocorreu no dia 16 de janeiro de 2025, quando a ação estava na casa dos R$ 52,00 o que é um preço bastante baixo se comparado ao seu preço na máxima histórica.

E dado que o volume ocorreu em um cenário de baixa liquidez, antes e depois, podemos supor que alguns poucos players tinham interesse em comprar a ação em um preço específico.

E após esse pico de liquidez, o preço seguiu um movimento ascendente bastante tímido e com liquidez pouco acima da média recente, ultrapassando o suporte 2 (R$ 55,22) com um volume bastante fraco, praticamente o oposto do que é desejável observar para um rompimento que possa consolidar o preço em um nível mais elevado.

Neste momento, enquanto escrevo, o preço está ligeiramente abaixo da resistência 1, e antes que ele chegasse a ultrapassar esse nível, a atividade da liquidez foi bastante característica de uma exaustão do movimento, já que houve um pico de volume pouco antes de ultrapassar a resistência, seguida de uma redução no volume e um início de correção, extremamente próximo da resistência 1.

Além disso, há mais dois pontos de resistência que ajudam a endossar a “força” dessa zona como uma forte zona de resistência, pois logo acima há uma intersecção da linha de tendência de baixa 2 e de uma linha de tendência de alta de longo prazo, que atua como uma resistência atualmente.

Agora, olhando para outros indicadores (RSI e Estocástico), podemos perceber que em ambos indicadores, o preço já indica sobrecompra, com ambas médias principais (geradoras de sinais) viradas para baixo exatamente nas zonas de sobrecompra. Inclusive, com a linha %K cruzando a linha %D do Estocástico, “confirmando” assim um sinal de possível reversão de tendência.

Ambos os indicadores “concordam” entre si, com o preço, e indicadores em concordância.
Já que o preço está em um movimento de alta, aparentando ser um movimento fraco, e com os indicadores em zonas de sobrecompra com suas médias viradas para baixo.
Observe que, como pontuado com as setas seguindo uma linha vertical, convergindo as setas no mesmo ponto da relação indicador e preço, para sinalizar a posição dos indicadores em relação ao preço em cada ponto, vemos que na região dos R$ 52,00, os indicadores encontravam-se em uma zona de sobrevenda, porém, um pequeno avanço no preço já foi suficiente para gerar um grande deslocamento das médias, ultrapassando a zona de equilíbrio de 50, e indo em direção às zonas de sobrecompra. O movimento que levou os indicadores às zonas mais altas foi relativamente maior do que o anterior, mas deslocando pouco as médias dos indicadores e já fazendo-as virar para baixo.
Esse é um outro indicador de fraqueza no preço.

Lembrando que a análise técnica de forma alguma é o fator de tomada de decisão de quem “faz” o mercado, ou seja, dos big players, mas ela é uma boa forma de termos uma representação visual dos movimentos dos preços, e nos é útil, para nós, meros mortais, que procuramos encontrar nela alguma luz para compreender e conjecturar o futuro do preço.

Então por isso, vamos falar um pouco dos fundamentos da VALE3 e de fatores do cenário macroeconômico que influenciam a empresa.

Quem é o maior cliente da Vale?
1. A China hoje, corresponde a 48% da receita da empresa, sendo assim, a empresa tem uma grande dependência da saúde da economia Chinesa para manter-se em crescimento.

2. Macroeconomia: O Teto da Alta
Demanda Chinesa: A recuperação do setor imobiliário da China é crítica. Sem estímulos robustos, o minério de ferro (70% da receita da Vale) mantém pressão nos preços. Enquanto a China está com o mercado imobiliário travado, inunda o mundo com o minério não utilizado, criando uma forte pressão sobre os preços, forçando-os para baixo, pois há um excesso de oferta global.

4. Análise Técnica vs. Realidade: Por Que a Alta é Tímida?
Volume baixo em resistências: Big players aguardam confirmação macro (ex.: dados chineses de infraestrutura) antes de alocar capital massivamente.
Sobrecompra técnica: Otimismo atual reflete eficiência operacional, mas não crescimento estrutural.

Conclusão: A Alta Precisa de um "Empurrão" Externo
A primeira perna de alta de 2025 só se sustentará com:

Sinal chinês: Pacote fiscal direcionado a construção civil/infraestrutura. E ainda assim, não é uma garantia da retomada da atividade do setor imobiliário por lá, pois há também uma crise de confiança por parte dos investidores, que viram seus imóveis perdendo valor rapidamente e tendo a crise exacerbada após a falência da maior incorporadora da China, a Evergrande, reforçando a crise de confiança.

Será também necessária a estabilização do níquel: Preços acima de US 18.000/t atualmente em US 16.500/t.

A Vale tem fundamentos sólidos, mas a macroeconomia segura o gatilho. Enquanto isso, possivelmente continuaremos a ver movimentos mais erráticos no preço do ativo.

Lembrando sempre que isto de forma alguma é uma recomendação de compra ou venda do ativo, mas um mero estudo despretensioso sobre o atual cenário da empresa.

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